domingo, 28 de dezembro de 2014

A cidade ideal


As cidades são produtos do aumento da população e da hegemonia – ou deveríamos dizer infestação? – do ser humano sobre a terra. Só no Brasil, são mais de cinco mil. Cinco mil! Cada uma com sua vocação, sua história, sua população viva, seus mortos, seus crimes ambientais, e outros crimes também, corrupções, demências e genialidades. Cidade, assim como gente, também tem personalidade.

Difícil definir o ideal nesse assunto, porque cada ser humano tem a tal da subjetividade, definidora de seus principais interesses e do que ele procura no lugar onde mora. Daí, a dica de procurar morar sempre na cidade que mais atenda a seus anseios, sua subjetividade.

Demorei mas encontrei minha cidade ideal, eu acho. É Itajaí, no litoral de Santa Catarina. Mas, ideal por quê? Por causa do que ela representa para mim, um lugar promissor, onde posso me preparar para uma melhor colocação profissional, um lugar onde me sinto bem, onde posso ir pra todo canto de bicicleta sem pegar ladeiras, onde há muita gente boa e simpática, belas praias e um rio estupendo, que é o Itajaí-Açu. E esse negócio de que aqui é lugar de catástrofes naturais e alagamentos é exagero, pois a vida aqui segue como em qualquer outra cidade brasileira. Claro que há sempre um pé atrás por conta das enchentes de anos passados, contudo o que aqui ocorreu vez ou outra acontece todo ano no Verão lá de São Paulo, meu berço de concreto.

A vida é dinâmica e eu sou um ser humano. Como tal, tenho subjetividade e esta me impele a permanecer em Itajaí por tempo indeterminado. Entretanto, a vida tem a tal da objetividade que pode fazer com que eu tenha que me mudar novamente. Caso isso ocorra, ficará a alegria dos dias vividos nesta cidade e a judiaria de ter de deixá-la, mescla de sentimentos que ainda não vivi.