sexta-feira, 22 de junho de 2012

Por que a vida da gente não tem o regime all inclusive?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Mínima quadragésima sétima

O Ócio e a Preguiça não devem ter televisão. Basta ver a
quantidade de filhos que eles botaram no mundo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mercado de Aracaju

Relógio do Mercado de Aracaju

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mínima quadragésima sexta

A tecnologia nos tem deixado tão próximo,
mas tão próximo que chega a dar preguiça
sair para encontrar as pessoas.

Mínima quadragésima quinta

Se ansiedade fosse dinheiro, não haveria pobreza no mundo.

domingo, 17 de junho de 2012

Mínima quadragésima quarta

Entre a liberdade e a ditadura se encontra a classe média.

Mínima quadragésima terceira

Quem não tem tempo para fazer tudo o que mais quer talvez devesse querer fazer melhor tudo o que tem para fazer.

sábado, 16 de junho de 2012

Quantos golpes consegue nossa persistência levar antes que percamos a esperança?
É possível o ânimo durar para sempre?
Por que no início tudo é mais fácil?
Onde já se viu um arco-íris ser confundido com uma manifestação gay vinda do céu?
Se a lei é para todos, por que todos não se enquadram na lei? Todos é um grupo formados por todos e alguns? Alguns não se enquadram nas leis por quê? Quem são os alguns?

Mínima quadragésima segunda

Não se acha mais o significado de atenção
em meio aos avanços tecnológicos.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Definición del amor

Eu devia ter publicado esse poema no dia 12, dia dos namorados, mas vá lá. Lope de Vega deixou uma obra extraordinária. Conheci este soneto no filme Lope, de Andrucha Waddington. Por ter gostado demais deste poema, compartilho por aqui.

Desmayarse, atreverse, estar furioso,
aspero, tierno, liberal, esquivo,
alentado, mortal, difunto, vivo,
leal, traidor, cobarde y animoso;

no hallar fuera del bien, centro y reposo,
mostrarse alegre, triste, humilde, altivo,
enojado, valiente, fugitivo,
satisfecho, ofendido, receloso;

huir el rostro al claro desengano,
beber veneno por licor suave,
olvidar el provecho, amar el dano,

creer que un cielo en un infierno cabe,
dar la vida y el alma a un desengano,
esto es amor; quien lo probo, lo sabe.


(Lope de Vega, 1562-1635)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Mínima quadragésima primeira

Ao ser chamado de "Meu querido", ative
o mais rápido possível seu escudo anti-falsidade,
antes que o palavrório alheio lhe corrompa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Mínima quadragésima

O bem que te roubam hoje
não é nada mais nada menos 
do que o bem que te roubam hoje
e que vai te fazer falta amanhã.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A resposta

Era um dia normal, repleto de coisas normais. Como normalmente acontece no calçadão do comércio, as promotores de vendas entregavam panfletos aos transeuntes. Carlos foi abordado por um deles, que lhe entregou ofertas incríveis de eletrodomésticos e afins. Pouco depois de receber o papel, já longe da vista da pessoa, atira o papel ao chão, como normalmente faz. Mas o clima de Aracaju, como se sabe, é traiçoeiro, tem brisa intermitente e as ventanias são normais. Naquele dia, bateu um vento forte no calçadão, vento esse potencializado pelos prédios que o canalizavam, e formou um redemoinho de uns 3 metros de altura encorpado por muita poeira e lixo jogado no chão. O redemoinho perambulava caprichosamente por entre os pedestres. Carlos, quando menos esperava, foi surpeendido pela saraivada rodopiante que lhe empoeirou a roupa camisa, gravata e tudo mais. Entraram pela boca alguns grãos de areia que lhe fizeram tossir e cuspir por alguns momentos. O interessante do ocorrido foi ter o redemoinho se dissipado imediatamente após atingir o rapaz, comprovando um capricho climático. No chão, à sua frente, Carlos reparou naquele papel que havia desprezado há pouco e que havia integrado a massa do redemoinho. Abaixou-se para pegá-lo e observou-o com mais atenção. Havia ali o anúncio de um ventilador em liquidação. Mudando seu caminho normal, resolveu ir à loja para comprá-lo.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mínima trigésima nona

Se a gente soubesse por onde passou o dinheiro que a gente manuseia, as fábricas de luvas iriam enriquecer absurdamente.

domingo, 3 de junho de 2012

Meu professor de literatura

Aprendi a ler como todo mundo, na escola, por volta dos sete anos de idade. Mas ler de verdade, com gosto mesmo, só comecei aos quinze, já no colegial. Foi com um livro discreto, de capa dura, que descrobi mais tarde ter sido um primoroso trabalho de reencadernanção que nunca encontrei quem fizesse algual. O nome autor, Tchékhov, me passava uma imponência instigante à leitura. Me lembro muito bem de "A morte  do funcionário público", o primeiro conto daquela compilação chamada Histórias imortais. O conto trata da história de um funcionário público que ocupa cargo de pouca expressidade na repartição onde trabalha e que, certo dia, por infelicidade, acaba espirrando tão forte a ponto de atingir com perdigotos a nuca de um alto funcionário público sentado a sua frente numa sessão de teatro. O sentimento de culpa foi tamanho que o baixo funcionário se empenhou em desculpar-se diversas vezes com a vítima de seu poderoso espirro. Contudo, devido ao empenho excessivo, a vítima irritou-se e mandou o outro ir perturbar outra freguesia. Como resultado, o funcionário espirrão acaba morrendo de culpa. Morrendo mesmo. Incrível, não?! É muito humano. Simples, porém bastante simbólico.

Devorei o livro em poucos dias. Tchékhov é isso, é humano, é um autor que consegue tornar literárias as situações corriqueiras da vida da gente. Comprei outro coletânia de contos dele dia desses e estou adorando. O cara tá na moda! Basta ver que o Galpão fez extensa pesquisa sobre sua obra e a L&PM volta e meia lança um volume de seus contos e peças.

Anton Tchékhov foi meu primeiro professor de literatura.

sábado, 2 de junho de 2012

Mais Laranjeiras

Tirei essas fotos quando eu tinha acabado de chegar em Sergipe, em janeiro de 2011. City tour by Denys Leão.
Gruta da Pedra Furada

Gruta da Pedra Furada

Igreja Bom Jesus dos Navegantes

Pátio UFS

Pátio UFS

Pátio UFS

Vista do alto do morro Bom Jesus dos Navegantes